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Armação ruim desperdiça lente boa


Oi Reader,

Existe um detalhe na ótica de alto padrão que raramente entra na conversa no Brasil:

A lente nunca trabalha sozinha.

Quando alguém investe em uma lente de última geração, progressiva, com antireflexo premium, índice elevado para máxima leveza e discrição, toda a atenção naturalmente se volta para ela.

É compreensível.

É ali que reside a tecnologia.

É ali que se concentra o investimento.

Mas existe um outro elemento que define se essa experiência será apenas boa ou verdadeiramente excepcional: a armação.

Explico...

Toda lente progressiva é desenhada com zonas de visão milimetricamente precisas, que precisam estar perfeitamente alinhadas à sua pupila.

Uma variação mínima já é suficiente para comprometer esse equilíbrio, e, aos poucos, o olhar começa a se esforçar sem que você perceba.

Se a armação desliza ao longo do dia, esse alinhamento se perde.

Se sofre pequenas deformações com o calor ou o uso, o efeito se repete.

Se é pesada, você acaba ajustando o tempo todo.

E, com isso, a lente vai mudando de posição no seu rosto.

O resultado é sutil, mas compromete ao longo do tempo.

Uma lente extraordinária passa a entregar apenas parte do que foi projetada para oferecer.

E, quase sempre, a percepção recai sobre a lente: dificuldade de adaptação, desconforto, fadiga visual.

Mas, na maioria das vezes, a origem não está nela.

Existe uma frase que repetimos com frequência por aqui, quase como um princípio: armações inadequadas comprometem até a melhor lente.

Se quiser passar por aqui pra um ajuste, ou pra entender como a sua armação está interagindo com a sua lente, será um prazer receber você.

Um abraço,
Natan Marcelo Benchimol

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